domingo, 15 de abril de 2012

Trofeo Indoor Formula 1 95 e 96

Depois de um ano sem competições, o Indoor Trophy volta a Bolonha em 95, timidamente, é verdade, pois só duas equipes participaram da competição. A tradicional Minardi vinha com o trio: Pierluigi Martini, já aposentado, Luca Badoer e o novato Giancarlo Fisichella. A novíssima Forti Corse é a outra equipe que participa da competição, e assim como a Minardi, também trás um trio: Giovanni Lavaggi e Andrea Montermini vinham da extinta Pacific, e Vittorio Zobolli veio da Jordan como piloto de testes. Moreno e Diniz, pilotos oficiais da Forti, não participaram do evento

Passagem pífia da Forti pela competição, seus pilotos amargam as 3 últimas posições


Na Minardi, Martini bateu nos treinos mas foi 3º

Luca Badoer foi 2º



E o estreante Fisichella vence o torneio mesmo batendo na qualificação

Tetra da Minardi com direito a "tripladinha" no pódio

Em 96, um grande salto de qualidade, estavam inscritos 4 times: Ferrari, Benetton, Ligier e, é claro, a Minardi. A Ferrari iria vir com Eddie Irvine, mas a equipe alega problemas técnicos e não comparece ao evento. A Benetton, que tinha o campeão do mundo, Michael Schumacher, comparece com o novato Jarno Trulli e o atual campeão Fisichella. A Ligier faz sua última aparição na F1 antes de virar a Prost, seus pilotos foram Shinji Nakano e Olivier Panis, dupla que formaria a Prost em 97. A Minardi vinha com o brasileiro Tarso Marques e o italiano Giovanni Lavaggi.

sábado, 14 de abril de 2012

Questor Race 71

Batalha entre Europa e Estados Unidos. Esse era um de muitos títulos de jornais, tanto na Europa quanto na América. Se tratava de uma histórica batalha da F1 contra a USAC (campeonato este que daria origem a Cart anos depois).
A corrida foi realizada em 71 no novíssimo circuito de Ontário, na Califórnia. Esse GP foi a inauguração do Ontário Motor Speedway. O circuito tinha um comprimento de 2,5 milhas e era muito parecido com Indianápolis, tanto que logo recebeu o apelido de Indianápolis do Oeste. A construção do projeto ficou a cargo do Questor Group, que, além de modernas instalações, acomodava confortavelmente 140 mil espectadores, e tudo isso por uma bagatela de 25,5 milhões de dólares.

Na corrida, era previsto a participação de 30 carros, sendo 20 F1 e 10 USAC (correndo com os carros da F5000 americana), mas por causa de imprevistos, a corrida contou com 17 carros da F1 e 13 da USAC. E não pense que as equipes de F1 levaram pilotos desconhecidos e sem renome não, ela mandou quase que toda sua "nata" de pilotos.

Por parte da F1, a Ferrari veio com Mário Andretti e Jacky Ickx, a Tyrrell trouxe Stewart, a Lotus vinha com Fittipaldi e Wisell. Outros pilotos que também compareceram ao evento foram: Ronnie Peterson, Chris Amon, Graham Hill, Henri Pescarolo, Dennis Hulme, Jo Siffert entre outros.
Já pelos "donos da casa" vieram: Ron Grable, Mark Donohue, Bobby Unser, Al Unser, AJ Foyt, Tony Adamowicz, Sam Posey, Peter Revson também compareceram.
A movimentação em Ontário começou numa 4ª feira, onde os pilotos se familiarizavam com pista. Lembre-se, que mesmo sendo um oval, o circuito tinha uma parte de misto no interior do traçado. Neste dia somente as Ferraris e os carros da F5000 estiveram no circuito. Nos outros dois dias seguintes, as equipes da Europa chegaram e treinaram.

Com o andar dos treinos, era notável a diferença dos F1, eles eram bem mais rápidos que os F5000, mas existia ai um porem. Os carros da F1 não foram projetados para andar em ovais e suportar as pressões um 'banking', não era fácil. Vários carros da F1 estavam com problemas, o mais afetados foram as BRM P160, que tiveram uma rachadura na suspensão traseira.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dubai Grand Prix

Não foi bem um GP de F1, mas se tratou mesmo de uma apresentação de grandes pilotos em diferentes carros. A festa foi nos dias 2, 3 e 4 de Dezembro de 81. Data escolhida para a comemoração de 10 anos de criação dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
O circuito foi construído em torno no mais novo e suntuoso hotel da cidade de Dubai, o Hyatt Regency Dubai. Com um traçado de 2,625 Km, e, mesmo sendo no litoral, encravada no deserto, a pista ficou com ares parecidos com o do Caesar Palace GP em Las Vegas, também inaugurado em 81.

Os dois primeiros dias se tratavam de práticas e reconhecimento do circuito, só no Sexta, dia 4, é que as competições começaram para valer. Com um cronograma cheio de festividades, o dia prometia ser uma grande e suntuosa festa. Para se ter uma ideia, alguns carros eram transportados do aeroporto até o circuito por helicópteros (!).

Na Sexta, logo pela manhã, houve uma série de homenagens políticas aos 10 anos dos EAU, marchas do exército, apresentação de Jets-skis entre outros. Mas o evento seguinte é que começou a chamar a atenção. Era a Citroën CX Celebrity Race.

Este evento da Citroën foi marcado pela presença em massa de grandes pilotos do passado e também de alguns atuais. Para conseguir maior atenção do público, o piloto do Pace car foi o Astronauta americano Walt Cunningham. Todos os CXs eram brancos com faixas tricolores nas laterais. A corrida era de tiro curto com duração de apenas 10 voltas.

A 1ª fila foi encabeçada por John Watson, ao seu lado, largava Dan Gurney. Loga atrás vinham Marc Surer e Bruno Giacomelli. Infelizmente não tenho informações de como foi a corrida, tenho apenas a classificação final dos 6 primeiros colocados.

1º Bruno Giacomelli
2º Marc Surer
3º David Kennedy
4º Innes Ireland
5º John Fizpatrick
6º Dan Gurney

David Kennedy fez a volta mais rápida da prova com o tempo de 1m34,740
Outros pilotos também presentes na corrida foram: Jack Brabham, John Watson, Stirling Moss, Richard Attwood, Phil Hill, Patrick Tambay, Roy Salvadori, Derek Bell e Helmut Marko.
Depois da prova dos Citroëns, foi a vez dos Aston Martins fazerem a festa. Nesta prova, a vitória ficou com Mike Salmon, e Roy Salvatore, foi o 2º. Logo em seguida, foi a vez da Sallon Car race. O grid era formado basicamente de Ford's Capri, mas o vencedor da corrida foi Tom Walkinshaw que pilotava um Mazda RX7. O tempo de volta dos carros aqui eram em torno de 1m e 20 segundos.

Logo na sequência houve uma demonstração de carros históricos. O grande nome presente ao evento era do multi campeão, Juan Manuel Fangio.

Fangio pilotou sua Mercedes Benz W196, mas logo nas primeiras voltas, Fangio rodou e bateu o carro, de leve é verdade, mas foi levado para um hospital pois não se estava se sentindo muito bem. A primeira vista, o problema era o cansaço da viagem sem escalas de Buenos Aires até Dubai, mas que logo foi descartada, pois os médicos viram que o caso de Fangio era mais grave. Sopros cardíacos o fizeram passar algumas semanas em Dubai.
Outros pilotos que andaram foram:

Juan Manuel Fangio - Mercedes-Benz W196
Stirling Moss - Maserati 250
Roy Salvadori - F1 Aston Martin DBR4
John Harper - F1 Connaught "A" Series
Richard Pilkington - F1 Talbot-lago
Ian Preston - F1 Bugatti Type 35B

Depois da apresentação dos carros históricos, o GP continuou com a Marlboro Cup, que aglomerava os carros de Super Sport.
Mas o melhor estava guardado para o final. Era a competição de quebra de recorde da pista de Dubai. E lá, dois carros de F1 atuais estavam presentes! A regra era que o piloto só teria o direito a dar somente uma volta rápida.
A Theodore estava presente ao evento com seu Ty-01 com o francês Patrick Tambay ao volante. Outro F1 atual era a McLaren MP4-1 pilotada por John Watson, e, ficava claro que o recorde iria vir de um desses carros.
Tambay foi o primeiro a sair, mas com uma escapada em uma curva, praticamente dá adeus ao premio de 5 mil dólres (Pouco não é?) oferecido ao ganhador.
John Watson a bordo de sua grande McLaren não tem problemas em marcar o tempo de 64,4 segundos e levar o premio para casa.
Outro que foi para essa Lap Record Attempts foi Phil Hill com a Mercedes W196 de Fangio(!!). Originalmente era para ser Fangio o piloto, mas com os problemas cardíacos descritos anteriormente, Hill pegou a magoada Mercecdez para dar uma volta no circuito. Derek Bell também participou, ele dirigiu o mais novo super esportivo da Aston Martin e Denny Hulme pilotou a nova máquina da McLaren para provas de Can-Am, o McLaren M8D.
Com essas tentativas de voltas rápidas se encerrou esta grande festa no Oriente. A intenção dos organizadores era que esse GP acontece anualmente, mas tal fato nunca mais aconteceu, fazendo com que este GP se tornasse ainda mais raro.



Programa do Dubai Grand Prix de 1981

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bobby Rahal

Bobby Rahal fez um caminho bem diferente de seus conterrâneos, saiu dos EUA e foi rumo a Europa disputar corridas contra os melhores do mundo.
O inicio de sua carreira foi no Canada na Formula Atlantic em 76, em 77 disputou o título com ninguém menos que Gilles Villeneuve. Em 78 vai para a Europa pilotar para Walter Wolf na F3 Europeia, e no final do ano, consegue a tão sonhada vaga na equipe de F1.Foram somente 2 GP's, mas Rahal estava lá.
O primeiro foi em Watikns Glen, e para um estreante, se deu muito bem. Colocando sua Wolf na 20ª posição no grid, a apenas 1,7 segundos de Scheckter, seu companheiro de equipe. Na corrida, Rahal foi bem cauteloso e chegou em 12º, mas virando no mesmo segundo que Jody, que chegou em 3º.
No outro GP da América do Norte, Rahal estava indo muito bem nos treinos classificatórios para o GP do Canada, só que, uma leve batida fez com que Rahal tivesse que usar o antigo carro da Wolf na corrida, o WR1, só que o carro tinha o número 20 na carroceria, mas como o 20 era de Schekter, a equipe fez uma improvisação para Rahal poder correr o GP.

Largando novamente de 20º, fazia uma excelente prova até abandonar com seu carro na 11ª volta.
Depois desses GP's na F1, Rahal fez uma pequena aparição na F2 e partiu de volta para seu país natal, onde conseguiu inúmero maior sucesso.
P.S. Diz a lenda que a Wolf foi buscar esse WR1 em um museu para que Rahal pudesse correr!


Bobby Rahal em Watkins Glen em 78. Corrida tranquila.



Nos treinos para o GP do Canada, ainda com o carro novo.



Depois da batida a Wolf teve que improvisar o numero "1" para Rahal correr.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Mikko Kozarowitzky

Mais uma vez o F1 nostalgia desenterra um piloto lá do fundo do baú.
Não se surpreenda se você nunca ouviu falar em Mikko Kozarowitzky, normal, pois a carreira dele na F1, foi meteórica.
Segundo piloto finlandês da história a guiar um F1 (o primeiro foi Leo Kinnunen), Kozarowitzky foi o antecessor de Keke Rosberg na categoria. Após conversações frustradas com a Ensign e com a Williams, Mikko tinha poucas opções para correr em 77. Mas ainda lhe restava a equipe RAM.
A RAM em 77, corria com a antigos e problemáticos chassis da March, e, inicialmente, competiam com somente um carro. A equipe chamou Mikko para correr todas as etapas europeias, mas Boy Hayje apareceu com mais dinheiro, e começou correndo as etapas iniciais.
Só que a F&S Properties, principal patrocinador do time, não estava gostando nada de Hayje e "pedia" a JohnMacDonald para ativar o segundo carro, que no caso, era o de Mikko. Como John já estava sem dinheiro, a ajuda financeira da Marlboro Finlândia (patrocinadora de Mikko) veio bem a calhar.
Só que tem um porém na história, Mikko foi para o GP da Suécia em Anderstorp sem nunca pilotar um F1. Sua primeira impressão seria nos treinos de sexta-feira. Como já era de se esperar, Mikko não consegue a classificação e fica em último no geral. Só que em uma visão ampla, Mikko foi até bem, pois ficou somente a 2 segundos de seu companheiro de equipe (que também não conseguiu classificação) e a 2,6 segundos de uma eventual classificação.
No GP seguinte, na França, a RAM não leva seus carros, aguardando o GP da Grã-Bretanha em Silverstone. Neste meio termo, a RAM faz algumas mudanças no chassi, e a previsão de melhora do carro era boa. Esperava-se 2 segundos.
Chegando no dia de treinos na Inglaterra, MacDonald viu um céu negro em Silverstone. Temendo uma chuva que atrapalhasse seus planos, meio que no desespero, John ordena que Kozarowitsky vá o mais rápido possível para a pista para não pegar a chuva que se aproximava. Num misto de ansiedade e inexperiência, Mikko vai com muita ânsia para a pista e, na segunda volta, ele entra muito rápido na Woodcote e da de frente comRupert Keegan com sua Hesketh. Ao tentar desviar, Mikko vai violentamente de encontro aos pneus e fraturasua mão. O fim de semana e a carreira estavam encerrados para Mikko.
Ainda neste treino, a F1 viu um dos mais horrendos acidentes da história. O piloto David Purley que corria com seu carro particular, perdeu o controle do carro e foi de encontro ao muro a 173 km/h. Só que o espaço de desaceleração foi irrisório. Foram apenas 66 cm. Purley detêm (ao menos detinha) o recorde de maior desaceleração na história. No acidente, foram 178 G (!!!) de desaceleração. O piloto sobreviveu, mas com inúmeras fraturas por todo o corpo.

Chris Amon

Hoje é especial! Abram alas para o rei dos andarilhos da F1. Chris Amon, o piloto que mais mudou de equipes na história da categoria!, foram 14 mudanças de equipe!
Para muitos, é o maior azarado da história da F1, nunca venceu um GP sequer, mesmo participando 108.
Certa vez, Mario Anfretti soltou esta pérola:
"If he became an undertaker, people would stop dying"
em uma tradução livre:
"Se ele se tornar um coveiro, as pessoas deixarão de morrer", tamanha a falta de sorte do Neozelandês.
Acompanhe agora as equipes em que Amon participou nestes 14 anos de F1
Faz sua estreia na F1 pela Reg Parnell, fica na equipe de 63 até inicio de 65. É ai que marca seus primeiros pontos

Em 65, recebe um convite de Ian Raby para pilotar um Brabham privado em Silverstone. Bate logo no inicio dos treinos


Ainda em 65 volta para a Reg Parnell, faz uma corrida e se muda de novo, ...


.. desta vez para a Cooper, onde disputa o GP de Reims em 66. Sai da equipe logo em seguida


Ainda em 66, corre o GP de Monza em seu primeiro carro particular. Era um Amon com chassis da Brabham


Agora parece que vai! Em 67 se muda para a Ferrari, consegue 6 pódiuns, mas a tão esperada vitória não vem.


Em 70, corre pela March, faz mais 3 pódiuns mas nada de ganhar


Em 71 pela Matra, outro pódium, desta vez em Montjuich. Em 72 faz a pole em Clermont-Ferrand, mas chega em 3º


Em 73 faz 5 GP's pela Martini Tecno. Pontua logo na primeira


No final do ano, corre com a 3ª Tyrrell no GP do Canada


Em 74 corre de novo com um carro particular, o Amon AF101. Dos 5 GP's que participou, dá somente 22 voltas com o carro em corrida


No final do ano, abandona seu projeto e corre na BRM os GP's norteamericanos


Já em final de carreira, vai para a Ensign em 75. Em 76 marca seus ultimos pontos na F1, chegando em 5º no GP de Jarama na Espanha.


Para encerrar sua carreira, tenta entrar no GP do Canada de 76 pela Wolf-Williams. Bate logo nas primeiras voltas do treino e se despede da F1.

terça-feira, 10 de abril de 2012

As melhores estreias na Formula 1

Eis os cinco escolhidos, pela ordem decrescente:
5 – Jean Alesi
Em Junho de 1989, Alesi era um prometedor piloto de Formula 3000 europeia, quando Ken Tyrrell, que estava em conflito com Michele Alboreto, procurava um substituto. Tinha rapidez, e como Tyrrell tinha agora um bom patrocínio, poderia catapultá-lo, sem problemas, na ribalta. E logo na sua prova caseira!

Se nos treinos, Alesi ficou na 16ª posição da grelha, conseguindo uma qualificação que nessa altura era difícil, a corrida foi diferente. Mas os observadores ficaram surpresos quando o viram a andar consistentemente entre os primeiros lugares, chegando até a rolar na segunda posição da corrida! No final, o piloto francês contentou-se com o quarto lugar, e apresentava-se ao mundo. No final daquele ano, conseguiria oito pontos, e o nono lugar do campeonato, em apenas oito corridas.


4 – Johnny Herbert

Herbert é um caso especial. Um prometedor piloto nas categorias de base, teve um pavoroso acidente na ronda de Brands Hatch na temporada de 1988 da Formula 3000. Teve uma longa recuperação, e ainda em convalescença, recebe a notícia de que seria piloto da Benetton para 1989, cortesia de Peter Collins, seu amigo e mentor. Muitos pensariam que ele não estaria em forma para a primeira corrida, disputada no calor de Jacarepagua, no Rio de Janeiro. Mas surpreendendo tudo e todos, não só, conseguiu o décimo tempo na grelha, e levou o carro até à quarta posição final, a dez segundos do vencedor, Nigel Mansell, e a pouco mais de um segundo de um pódio. E para melhorar as coisas, ficou à frente do seu companheiro, Alessandro Nannini.

Contudo, e apesar de ter conseguido mais dois pontos em Phoenix, a exigência de conduzir um Formula 1 levou a melhor e depois de uma não-qualificação no Canadá, foi substituído pelo italiano Emmanuele Pirro. Herbert ainda voltou para conduzir o Tyrrell em Spa-Francorchamps e no Estoril, na ausência de outro dos grandes estreantes, Jean Alesi.




3 – Mário Andretti

Andretti, um ítalo-americano que chegou a terras do Tio Sam em 1955, já era em 1968 um dos melhores jovens pilotos das competições “open wheels” nos Estados Unidos, mas ele tinha o sonho de conduzir um Formula 1. Em 1966, conheceu Colin Chapman em Indianápolis, e o mítico construtor britânico lhe disse que tinha um lugar à sua espera “quando o momento fosse oportuno”. Em 1968, Andretti disse que estava pronto para correr, e Chapman deu-lhe um terceiro Lotus 49.
Uma primeira tentativa, em Monza, foi frustrada, pois a CSI (Comission Sportive Internationale) proibia a participação do piloto em duas corridas em menos de 24 horas. Sendo assim, decidiu apenas participar na prova seguinte, em Watkins Glen, onde o conhecimento da pista e do carro, aliado ao tempo que se fazia na altura, fez com que alcançasse uma surpreendente pole-position! No dia da corrida, 93 mil pessoas foram a Watkins Glen, muitos deles para verem o que um "outsider", Andretti, poderia fazer contra o "establishment" da Formula 1. A corrida começou com Andretti na frente, mas no final da primeira volta, Stewart tinha o passado e conquistara a liderança. Na volta 14, o bico do seu carro parte-se, e cai para o fim do pelotão, e na volta 32, a embraiagem cede e tem de desistir. Mas o mundo da Formula 1 ficava a conhecer um piloto que alcançaria o título mundial dez anos depois, ao volante do lendário Lotus 79.



2 – Lewis Hamilton

Lewis Hamilton assinou pela McLaren no final de 1998, aos 13 anos, com o claro objectivo de ser o primeiro piloto de Formula 1 de origem africana. A sua trajectória nas categorias de base foi recheada de sucessos, que incluíram um título na Formula 3 Euroseries, e na GP2, em 2006. No inicio de 2007, quando foi anunciada a sua estreia na Formula 1, ao lado de Fernando Alonso, muitos esperavam que iria ter um bom ano de estreia, mas que não iria disputar o título contra Alonso, Raikonnen ou Massa…
E na Austrália, confirmou as expectativas, ao se classificar na quarta posição nos treinos, não muito longe do “poleman”, Kimi Raikonnen. No dia da corrida, fez uma prova sólida, sem cometer erros de maior. No final, o terceiro lugar, atrás do vencedor, Kimi Raikonnen, e de Fernando Alonso, indicaria que ele iria ser, no mínimo, o principal candidato a “Rookie do Ano”. Mas ninguém poderia esperar que à medida que a época decorria, iria ser isso, e muito mais…

1 – Jacques Villeneuve

Tal como Mário Andretti, teve uma carreira feita nos Estados Unidos, mas com maior palmarés. No início de 1996, Jacques, filho de Gilles, tinha no bolso o título da CART, acompanhado de uma vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, o primeiro canadiano a fazê-lo. Isso foi o suficiente para que Frank Williams lhe concedesse um teste, e pouco tempo depois, lhe estender um contrato com a marca para alcançar aquilo que o seu pai nunca conseguiu: o título mundial.
Na pista de Melbourne, que se estreava na Formula 1 no início de 1996, Villeneuve, sem nada a perder e com muito a provar, mostrou a sua fibra de campeão: fez logo a pole-position, batendo o seu companheiro de equipa, Damon Hill.
Na corrida, Villeneuve colocou Hill em sentido durante boa parte da corrida, mesmo quando após o segundo reabastecimento, perdeu o controle do carro na primeira fila, e Hill tentou ultrapassá-lo. Mas quando o seu carro sofreu um problema de óleo, a equipa decidiu que ele devia abdicar a vitória em favor do piloto inglês, e pensar na equipa. O segundo lugar foi excelente, e para muitos, o canadiano tinha sido o vencedor moral desse Grande Prémio, e a sua exibição fazia jus a aquelas que o seu pai fazia 15 anos antes…

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os que gostariam de ter ganho, mas que o destino nunca deixou

5 – Nick Heidfeld
Este vai ainda a tempo. Mas com nove anos de carreira na Formula 1, e passagens pela Prost, Sauber, Jordan e de novo na Sauber, agora rebaptizada de BMW, já poderia ter ganho alguma corrida. Mesmo Jean Alesi, nesta altura da carreira, tinha uma vitória em corridas.

Teve uma boa carreira nos escalões de formação, vencendo a Formula 3 alemã, e o GP do Mónaco da categoria, e a Formula 3000, em 1999, depois de ter perdido o título no ano anterior para juan Pablo Montoya. Foi apoiado pela Mercedes, que o colocou como piloto de testes da McLaren em 1998 e 99, e em 2000 começou a sua carreira, na Prost Grand Prix, sem conseguir qualquer ponto.
Outro grande momento de azar foi no GP do Brasil de 2002, quando se despistou e para evitar bater no Safety Car, arrancou a porta do veículo, quase atropelando o seu condutor, Alex Dias Ribeiro…
Agora, na BMW Sauber, é constantemente batido pelo seu companheiro, o polaco Robert Kubica, tendo até sido ele a garantir a primeira vitória da marca, no circuito Gilles Villeneuve, em Montreal. Heidfeld tem até agora sete pódios pela BMW, seis dos quais na segunda posição, mas a vitória continua persistentemente a fugir-lhe…
Neste momento, é o piloto activo com mais corridas sem alcançar a vitória: 151.
Teve uma boa carreira em equipas pequenas, mas quando teve a chance de se demonstrar numa equipa maior, como era a Renault em 1984, simplesmente não conseguiu. De ressaca pela perda do título no ano anterior, para Nelson Piquet, a Renault entrou em perda, e apanhou mesmo quando Warwick dava “o salto”. Nos dois anos em que lá esteve, o melhor que conseguiu foram dois segundos lugares e duas voltas mais rápidas.
No final de 1985, a Renault abandona, e ele tem uma chance de ir para a Lotus, substituindo Elio de Angelis. Ele chega a fazer uns testes, mas… Ayrton Senna veta-o. Porquê? Receava que um segundo piloto, em igualdade com ele, poderia dispersar as energias da equipa numa eventual candidatura ao título. Ficou sem lugar no início de 1986, mas voltou à Brabham, após a morte de… Elio de Angelis. Eventualmente acabou por ir para a Lotus, mas em 1990, a equipa era uma pálida sombra daquilo que tinha sido.
Teve outros azares na vida, uma delas trágica: um 1991, o seu irmão Paul Warwick, que corria na Formula 3000 britânica, sofreu um acidente mortal em Oulton Park, quando liderava destacado o campeonato. Acabou sendo como Jochen Rindt: campeão póstumo.
Mas não se pode dizer que só teve azares: venceu as 24 Horas de Le Mans em 1992, com Mark Blundell e Yannick Dalmas, no Peugeot 905, o foi o último campeão de Sport-Protótipos.


3 – Andrea de Cesaris

É certo que noventa e cinco por cento dos azares que teve foram causados por ele próprio, mas teve chances que poderia ter ganho por mérito. Duas delas foram no mesmo sítio: Spa-Francochamps. Em 1983, depois de ter feito dois arranques fabulosos, ia a caminho de uma vitória, quando o motor de sua Alfa Romeo decidiu explodir. Sete anos depois, em 1991, na novata Jordan, e com um novo companheiro de equipa, um tal de… Michael Schumacher, De Cesaris estava em segundo lugar na corrida, e com o líder, Ayrton Senna, experimentando problemas na caixa de velocidades, de novo o motor fez das suas, privando-o de um pódio (no mínimo) a sete voltas do fim.
No final da sua carreira, detêm o “record” do maior número de Grandes Prémios sem vitória: 204, espalhados por quinze temporadas.


2 – Jean Pierre Jarier

O piloto francês faz parte da colheita onde apareceram, entre outros, Patrick Depailler, Jacques Laffite, Jean-Pierre Jabouille, entre outros. Fez carreira na Shadow, ATS, Tyrrell, Ligier, Osella, com uma passagem fugaz pela Lotus. Contudo, a sua rapidez nunca deu em vitórias na Formula 1, e apenas tem três pódios em 144 corridas. Porquê?
Nisto há algum azar. Três belos exemplos podem ser as suas largadas da pole-position, nos GP’s da Argentina e Brasil de 1975, e o GP do Canadá 1978. Na primeira da qual, o azar foi ainda mais dramático, pois nem sequer largou, pois um elemento quebrado na volta de aquecimento, colocou-o fora de combate… ainda antes da corrida começar! Na corrida seguinte, no Brasil, repetiu o feito dos treinos, mas desistiu na volta 32, devido um problema na bomba de combustível.
Quando substitui o malogrado Ronnie Peterson na Lotus, Jarier aproveitou bem as corridas no carro-asa, o Lotus 79, fazendo boas marcas, mas nunca acabou as corridas. Por exemplo, em Watkins Glen, ia a caminho de um sólido terceiro posto, quando ficou…. sem combustível. Em Montreal, saiu por um furo no radiador. Contudo, isso deu um bom lugar na Tyrrell, para substituir Patrick Depailler.
Acabou a carreira de Formula 1 no final de 1983 na Ligier, sem nunca subir ao lugar mais alto do pódio.

1 – Chris Amon
O azarão dos azarões. Dele, Mário Andretti disse um dia: “Se Amon fosse coveiro, as pessoas deixariam de morrer” Bernie Ecclestone foi mais suave: “Mesmo que ele esteja na frente na última volta, com 30 segundos de avanço sobre o segundo classificado, não o apostaria como vencedor”

Correu entre 1963 a 1976, em equipas como Lola, BRM, Ferrari, March, Matra, Tyrrell, Ensign, Tecno e Wolf. Chegou até a fundar a sua equipa, em 1974, com resultados pífios.
O maior azar de todos deve ser o GP de França de 1972. Recém.vencedor das 24 horas de Le Mans, a Matra quer aproveitar e tentar ganhar em casa. Amon faz a “pole-position” e liderava confortavelmente, quando uma pedra furou um dos seus pneus. Mudou a roda, voltou para a corrida, e tentou recuperar o tempo perdido. Resultado: terceiro lugar, a volta mais rápida, e uma diferença inferior a um minuto.
Contudo, Amon foi bem sucedido outras categorias. Ganhou as 24 Horas de Le Mans, com o seu compatriota Bruce McLaren (curiosamente, nunca correu nos seus carros em Formula 1!), e ganhou três corridas extra-campeonato, incluindo um GP da Argentina, em 1971…


domingo, 8 de abril de 2012

Claudio Langes

Alvez o pior piloto da história da F1, o italiano Cladio Langes tem recordes que nenhum piloto gostaria de ter.Langes detém a marca de 14 falhas nas pré-qualificações, recorde isolado na F1. E tudo isso no mesmo ano, 90!
Em uma época em que a F1 tinha carros horríveis como a Life e a Coloni, a EuroBrun de Langes e Moreno não ficava para trás. Moreno ainda conseguia passar de algumas pré-qualificações, já Langes, mal conseguia ficar a frente da Life, e, as vezes, fazia um tempo melhor que a Coloni de Gachot.
No inicio do ano, ainda com o carro antigo, o ER189, Moreno conseguiu algumas classificações e Langes ficava "perto" de seus concorrentes, mas no decorrer do ano...
Em Montreal, a 5ª etapa, Langes ficou à 15 segundos [!] de Gabriele Tarquini, com a fraca AGS, e olha que nemTarquini conseguiu a pré-qualificação. No México, Langes fez muito feio ao ficar mais de 12 segundos atrás deGachot e somente a frente da Life. Foi ai que Moreno conseguiu sua última pré-qualificação.
A partir daí, a decadência da EuroBrun foi total, Langes era sistematicamente mais lento que Gachot, e Moreno, nada mais podia fazer para a ajudar a equipe. E foi assim até o final do campeonato, ou quase, porque, assim como a Life, a EuroBrun também fechou as portas depois do GP da Espanha.
Langes nunca mais guiou um F1, já Moreno teve sua sorte mudada da água para o vinho, quando, nas duas últimas provas do ano (Japão e Austrália), substitui Nannini na Benetton, e, é lá no Japão, que ele consegue um incrível segundo lugar com direito a dobradinha da equipe e do Brasil.


Tentando pré-qualificação no Brasil


Tentando pré-qualificação em San Marino

Tentando pré-qualificação na Hungria

sábado, 7 de abril de 2012

Pilotos que exageravam na água que passarinho não bebe

James Hunt
Talvez o maior expoente do que seja uma vida desregrada. Vivia em festas (muitas delas dadas por um de seus chefes de equipe, o lorde Alexander Hesketh), bebendo em níveis soviéticos, fumando coisas lícitas e ilícitas e pouco se preocupava com sua forma física. Não por acaso, abandonou a carreira prematuramente e morreu em 1993, aos 45 anos, de ataque cardíaco.




Mika Hakkinen

Um bebedor discreto, mas fanático. Diz as más línguas que o alcoolismo teria sido um dos principais motivos tanto pela sua fraca temporada de 2001 quanto pela má passagem pelo DTM.





Kimi Raikkonen

O que dizer de um cara que já foi filmado levando um tombo dentro de um iate, que já ouviu Jean Todt pedindo para moderar na manguaça, que usa o pseudônimo James Hunt em competições amadoras de velocidade na neve e que diz que "champanhe é pra se beber, e não para jogar nos outros"? Kimi Raikkonen.




Mika Salo

O precursor de Kimi. Seu ídolo declarado é James Hunt, pelos motivos que todo mundo imagina. Perdeu uma vaga na Tyrrell para 1991 por ter sido flagrado dirigindo bêbado na Inglaterra. No Japão, era considerado um dos pilotos mais farristas. Além de tudo, é roqueiro. Um bon-vivant.



Al Unser Jr.

Não é da Fórmula 1, mas adora uma manguaça também. Já foi preso duas vezes por agredir a mulher bêbado. Em 2002, até teve de interromper uma temporada na IRL para se internar em uma clínica de reabilitação. A internação, até onde eu sei, não serviu pra muita coisa.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Jean-Louis Schlesser

Dia de estreia no F1 Nostalgia, hoje, vou lançar mais um tópico no Blog.
Neste, irei falar sobre aqueles pilotos que fizeram aparições esporádicas na F1. Começarei por Jean-Louis Schlesser.
Em 81, Schlesser foi campeão da F3 Europeia e se mudou para a F2 em 82 com esperanças de fazer um bom campeonato. Ledo engano, sequer marca pontos em toda temporada e mesmo vindo de um mal ano, faz sua estreia num F1 pilotando uma RAM na última edição da ROC em 83. Numa corrida anêmica com apenas 11 carros chega em 6º.
Durante a temporada de 83 da F1, a fraca equipe RAM, que vinha de 2 classificações seguidas para GP's (algo sobrenatural não acham?), convoca um segundo piloto para correr ao lado de Salazar no GP de Paul Ricard na França, mas nem o chileno e nem o francês conseguem classificação.
Sem dinheiro para bancar um segundo piloto durante a temporada, Schlesser fica sem equipe durante o ano.
A partir de 84, Schlesser faz esporádicos testes pela Williams, mas quando Mansell fica fora de dois GP's de 88, Schlesser é chamado para substitui-lo em Monza. seria sua grande chance de mostrar serviço pois que mais quereria um piloto de 40 anos (Schlesser faria aniversário 1 dia depois do GP).
Largando lá de trás, Jean vinha se mantendo firme na corrida, mas quando iria ser ultrapassado pelo líder da prova, Ayrton Senna, a 2 voltas do final, o inesperado acontece. Os carros da Williams e da McLaren se enroscam e deixam livre o caminho da vitória para a Ferrari ganhar seu único GP do ano (e também foi o único que a McLaren não venceu).
Depois do fato, Schlesser começou a se dedicar aos ralis, em específico o Dakar, e, mesmo com mais de 40, faz alguns testes na F1, como na Larrouse em 89 e na Sauber em 92, mas deixa a categoria e se dedica exclusivamente aos ralis, onde começa o desenvolvimento de seu carro próprio de competição e obtém infinitamente maior sucesso.
P.s. Convoco Germano Caldeira do Blog 4x4 a para prestar maiores esclarecimentos sobre a carreira de Schlesser pós F1. Agradecido.
"Bão...houve mais coisas aí...depois de entrar em um acordo com a RAM, onde a equipe entrava com o pé, e ele com o traseiro, Schlesser foi tentar a sorte no turismo e nos protótipos, sendo campeão francês de Turismo em 1985 pela TWR e correu no WSC pela TWR também, após isso ele foi acolhido pela Sauber-Mercedes (Não essa...a equipe de protótipos) onde ganhou a Supercopa alemã (substituta do DRM com carros Gr.C) em 1988, no mesmo ano rolou aquela batida que fez a fama dele. Depois ele levou a taça de campeão de protótipos em 1989 e 1990 com Mauro Baldi.
Em 1989 também começou a dar seus bordejos no Paris Dakar, em 1992 ele começou a construir os próprios carros, e ganhou a alcunha de "Raposa do Deserto" e conta com 5 títulos mundiais de Cross-Country (1998-2002)".


Primeira corrida de Schlesser num F1. Chega em sexto mas não marca ponto pois a corrida não é oficial



Tentativa de se classificar em Paul Ricard em 83



Na Williams em 85 testando novos freios para o carro


Em 88 tem sua maior chance na carreira, pilota uma Williams no GP da Itália, mas ...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Massimiliano Papis na Footwork

Massimiliano Papis foi bem mais conhecido na Cart, mas também já deu seus bordejos pela F1.
Era a temporada de 95, e Papis, em um troca meramente financeira, veio para substituir Gianni Morbidelli na Footwork. Como a Footwork precisava era de dinheiro, ela trocou Morbidelli, que já havia marcado ponto com a equipe no ano, pelo novato vindo da F3000, Max Papis.
Papis de juntou à equipe à partir do GP da Inglaterra, e ficou por lá até o GP da Europa. Seu companheiro de equipe era o pífio Taki Inoue, e, mesmo assim, Papis, em algumas classificações, levava tempo de Inoue. Na Hungria por exemplo, Inoue colocou 1,2 segundos de frente à Papis na classificação.
Max também não teve muita sorte nos 7 GP's que disputou na F1, depois de uma quebra de suspensão em sua corrida de estreia em Silverstone e de largar para o GP da Alemanha com o cambio quebrado, ele tinha tudo para se dar bem em sua corrida caseira, Monza. Papis vinha se arrastando para completar a corrida da Itália em 6º, quando na última volta, Bouillon da Sauber consegue ultrapassa-lo e o deixa em 7º, não marcando pontos. Para as últimas 3 corridas do ano, Morbidelli volta para a equipe no lugar de Papis e consegue o inimaginável, ele subiu ao pódio na ultima corrida do ano que era despedida de Adelaide da F1.

Papis ganhou o apelido de Mad Max em uma louca 24 horas de Daytona.

Era 96 e Papis vinha com sua Ferrari 333SP toda remendada por fita adesiva, ele estava confortavelmente na 2ª posição quando vê a oportunidade de recuperar a volta que o líder deu sobre ele, Papis sai como maluco, forçando o carro a giros altíssimos, colocando o botão de mistura de combustível no máximo e fazendo voltas mais rápidas em sequência. Resultado: ele consegue retomar a volta de desvantagem, mas tem que para nos pits para um Splash and Go, pois bem, nesta época, ainda não tinha velocidade limite nos boxes e Papis,e, para se segurar na mesma volta do líder, ele entra nos pits a 320 Km/h (!). No final, Papis termina a prova a 64 segundos do líder e na mesma volta.

Mad Max é casado com a filha de Emerson Fittipaldi.



Clique para ampliar. Preferências de Max "the mad" Papis


Em sua apagada carreira na F1, ...


... disputa 7 GPs e não marca nenhum ponto

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mario Andretti

Nascido e criado na Itália, se mudou para os EUA quando tinha 15 anos. Desde então, se tornou um cidadão americano e competia sempre pelos EUA.
Grande campeão dentro e fora da F1, Mario foi um dos poucos campeões tanto na Cart quanto na F1. Também competiu (e ganhou corridas) na Nascar e o no mundial de carros esporte.
Na F1, obteve 1 título, 12 vitórias e 19 pódiuns entre 68 e 82. Nesse intervalo de anos, Andretti também mudou muito de equipe, tanto que, a sessão Andarilho de hoje, é com ele. Foram 11 mudanças de equipe.

Acompanhe.


Andretti estria na F1 em 68 pela Lotus. Já na sua primeira corrida já marca a pole!


Em 70, corre pela equipe March. Nos 5 GP's disputados, já consegue um pódio.


De tão bom que era, a Ferrari o contrata. Corre por lá em 71 e 72, e logo na 1ª corrida, consegue sua primeira vitória.

Em 73 não corre, e em 74, pela Parnelli, faz somente os GP's americanos. Em 75, disputa o campeonato inteiro, mas só consegue uma 4ª colocação como sua melhor marca.


No inicio de 76, Andretti corre no International Trophy pela equipe Wolf-Williams


No 1º GP da ano, Brasil, Andretti corre pela Lotus, ...


... já os dois subsequentes, volta a pilotar para a Parnelli. Dali em diante, Andretti vira um mito nas pistas.


De volta a Lotus em 76, Andertti vence 11 Gp's até 80, e em 78, conquista o mundial de pilotos.


Depois de um último ano apagado na Lotus, Andretti corre pela Alfa Romeo o campeonato de 81. Marca somente 3 pontos no campeonato.


"Quebrando o galho" da Williams em 82, depois da aposentadoria de Reutemann, Andretti disputa o GP de Long Beach pela equipe de Frank.